Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Momento drama queen

Sofro horrores, tenho uma existência patética, e os meus dias não passam de um imenso vegetar por entre os escolhos daquilo a que se chama vida. Exagero? Nada disso! Tenho provas: no fim-de-semana calhou ir passear à Baixa, enfiei-me na loja da kiko do Chiado, e saí de lá toda contentinha com dois frasquinhos de verniz. Bem giros, um vermelho intenso ali entre dois tons que já tenho (sou uma pessoa monocromática e de paletes reduzidas), e outro num vermelho cereja. Toda contente, vai de experimentar o segundo e, o horror: nas unhas fica um vermelho sangue, escuro, mais perto do ginja que do cereja. Pode-se aguentar assim? Talvez, mas não sei como. Pela primeira vez na minha vida fui profundamente desiludida pelo que era a aparência de uma cor nova, que afinal se revelou diferente na prática, e igual ao vulgar de Lineu que tanto pulula por aí. Estou de rastos.


(pronto, este blog também consegue ser vagamente féchionista e a tempos futilzinho)

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Sou contra, irrita-me e se pudesse acabava com essa treta, à chapada

O argumento da "falta de homem", seja lá em que roupagem se apresente (falta de sexo, falta de uma bem dada, falta de peso, falta de assistência - se há coisa em que somos bons é em arranjar sinónimos), é coisa para despertar a Lucy Australopiteca que vive cá dentro, puxar de uma moca e desatar à cacetada. E até podia acabar com ele por via da argumentação, mas a rebentar cabeças parece-me mais divertido, além de que se mata o bicho e acaba a peçonha. Ou não, ainda me aparece alguém a dizer que a minha má disposição é falta de qualquer coisa. É mas é falta de paciência, e como sou uma pessoa para lá de chuchu, vou estender um lençol de argumentos contra, que os há, é só escolher:

- O argumento do número ou estatístico: conheço imensas mulheres solteiras, descasadas, não amigadas nem namoradas que são pessoas espectaculares. Portanto, não são ressabiadas, más, coisinhas, coscuvilheiras, mesquinhas e trololós. São fulanas normais, inteligentes, boas pessoas que de vez em quando até podem ter ataques de mau feitio, mas a quem, neste campo, eu até podia ensinar muito. Portanto, ou me dou com pessoas que valem a pena, ou estatisticamente o meu universo demonstra que o argumento supra é muito falível.

- O argumento a contrario: ora até hoje, e já lá vão uns anos de vida, as únicas pessoas que ouvi/li a usar o argumento da falta de homem são sicranas que o têm. Se é verdade que avaliamos os outros pela realidade que temos, toing.

- O argumento "sejam senhoras ou pelo menos comportem-se como tal": as mais memoráveis discussões que já vi e que envolviam vastas dissertações sobre a excelente vida sexual própria e valia do macho da casa na mesma, e pobre vida sexual da opositora e triste figura de homem que seria o respectivo esposo ou a falta que lhe faria varão que merecesse o epíteto, vieram de figuras do sexo feminino a quem dificilmente se chamaria senhoras. O hábito não faz o monge, verdade, e há muita que aparenta e de repente sai-lhe um "fizestes" ou um "precisas é disto" enquanto faz gesto a condizer. Enfim, mas não desfazendo nas ditas, é conversa de peixeira a bulhar com a da banca dos legumes, enquanto os maridos bebem o copinho de branco ainda não é meio-dia e palitam os dentes. A mãozinha na anca e pezinho a descalçar a chinela são visíveis, ainda que à anca ande cinto hermès e no pezito esteja stilleto. Vejam lá isso.

- O argumento aristocrata: é um upgrade do anterior, e consiste em haver quem tenha tomado chá, não necessariamente em colher de prata, e saiba que assuntos de cama não são argumento e muito menos arremessados em discussão pública. Melhor, não se discute publicamente: tudo o que ultrapasse uma acalorada diferença de opiniões e comece a bater em argumentos pessoais é chiqueiral, e lá estamos nós na praça outra vez.

- O argumento infantil ou de exposição máxima: simples, consiste em "quem diz é quem é", e se alguém pensa que a falta de uma sexualidade gratificante é causa de falhas de carácter, ou já passou por isso ou foi educado (pelo exemplo) por quem o passou. Ui. Quanto mais te baixas, mais mostras as cuequinhas.

- Finalmente, o argumento "somos todos crescidos, com QI superior ao peso": a sério. Expressões como falta de homem, de sexo, assistência e peso é do mais reles que há. Rasteirinho, rasteirinho, credo. Abstenham-se, que só mostram que ainda não sairam nem da caverna do pensamento ou da barraca da educação, e não há sabão clarim que vos limpe a língua nem canudo que areje a mioleira.

Coisas que me deixam assim um bocadinho p€£@ da vida

Na fox passa constantemente um anúncio que consta do seguinte: menina pretinha com bidon, voz de locutora a dizer que a fulana de tal não pode ir à escola :( porque tem andar quilómetros para ir buscar água :( mas felizmente :) (i shit you not, dizem mesmo "felizmente") agora há uma solução :). E que solução fantástica é essa? Melhor distribuição de riqueza? Tributação dos mais ricos para ajudar os mais pobres? Ajudas a países subdesenvolvidos, nomeadamente na criação de redes de distribuição de água, escolas, e tal? Vá, na loucura, darem um xis por mês a organizações reputadamente idóneas que o fazem? Nããããããão. Credo, que horror, isso dava muito trabalho. Fazemos antes um like!, numa página qualquer de uma organização, sociedade, empresa, não se percebe bem, que por cada like eles dão a fantástica fortuna de um dólar, sim, um dólar para ajudar meninas como a fulana de tal, pretinha e pobrezinha, a ir à escola.

Bom, por onde é que eu começo? Ah, claro: piretes. Muitos. Ora que orgão sexual masculino é isto? A sério? Um like, um dólar? Em que parte da nossa evolução como seres humanos se perdeu a vergonha toda, só para se saber? E a informação a que eles acedem, na nossa conta do feicebuque, vale quanto? E vale quanto, o sossegozinho que se ganha com esse like e a certeza que contribuímos milionariamente para o bem-estar de uma criancinha no cu do mundo? Mais piretes.

Se alguém considerou sequer seguir este amável conselho, dou eu antes outro: a Unicef tem um programa que consiste em nós darmos 10 euros por mês, destinando-os (à nossa escolha) a cuidados de saúde, alimentação ou despesas escolares de uma criança. Dez - 10 - dez euros por mês, que sabemos que vão ser bem empregues, sem contrapartidas manhosas. Força aí.


Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Declaro abertas as hostilidades

Época pré-óscaritos, é aquela em que mais cinema se papa, e no seu habitat natural, a salinha escura onde se entra depois de termos dito adeus a seis euros e meio. Bom, para início de conversa, Os Homens que Odeiam as Mulheres (há muitos, os palermas). Resumidamente, que isto não é uma crítica: se ainda não viram, deixem 'tar; se não leram os livros, mais vale começarem por aí e entretanto o filme já está a passar na têvê. Gosto muito do Fincher, que gosto, o filmito está bem feitito, que está, mas não é nenhuma obra prima. É melhor que o sueco, mas se não fosse é que era de admirar. O melhor é, sem dúvida, a adaptação, de resto coisE. Passo a citar duas observações muito boas de mate, com a sua licença: " O gato e o Plummer, são as duas melhores interpretações." e "Se visse mais um plano igual e inclinado da ponte, matrava-me."
Pronto, já está. Ah, a Rooney coqueluche do momento Mara? A Noomi Rapace deu-lhe quinze a zero. A Noomi, a mulher que disse não a Fincher (título roubado a uma revista Empire). Porque tinha vida dela, família e tal, e não queria ir para Hollywood. É de fibra. E fez melhor Lizbeth, uma Lizbeth que obrigou o outro a descobrir o que tinha acontecido ao seu não adorado paizinho, não lho confidenciou em pillow talk (iaca - muito, muito fora da personagem).

Valeu pela apresentação de O Artista. Quero ver. O actor (está nomeado; aliás, o filme está mega nomeado) é um rapaz muito bem apessoado e bom de ver - je sais, mate recomendou e obrigou a ver o Agente 127, uma troça francesa ao James Bond. Mate tinha razão, por acaso, o que não invalida que me andou a chagar horas valiosas da minha vida para ver o filme. E isso, mes amis, numa relação, é o que conta afinal: termos um crédito na coluna do "a haver". Ainda não lho cobrei, por acaso.

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

O universo tem um plano para mim

E consiste em fazer-me pagar cada graça, cada benesse, bem caro e de forma sofrida. Pois que a manhã começou bem, tendo eu encontrado a boina preta que dava como perdida desde o ano passado (Dezembro, vá), facto que veio mitigar um pouquinho o grande desgosto sofrido com a perda da boina cinzenta, ocorrido no último inverno (ficava-me bem e era tão quentinha, snif, estejas bem lá em que cabeça aqueças agora, é só o que desejo), mas depois saio para o trabalhinho, planto-me na paragem de autocarro, e eis que ele chega e cadê o passe? Claro, em casa, trepa lá até à real barraca, estava noutra mala, ala outra vez para a paragem. Passado este contratempo, manhã (a)normal do costume, e hora de almoço a abastecer a entranha e o corpinho, e eis que volto sem ter abastecido para o vício. Supimpa. Sem tabaquinho não se trabalha, não há condições, temos pena. A tabacaria mais próxima situa-se a distância equivalente a duas paragens de autocarro, e para lá me desloco, a pé, que não há pachorra para esperar a carreira. A meio do caminho assalta-me a nóia: dinheiro! Não tenho! Não levantei! Nem imagino onde seja o multibanco mais próximo, pelo que a abécula tem de pagar com cartão e, para tanto, trazer algo mais que a cigarrada. A revista bimba ainda não saiu, pelo que tenho ali umas sugestões primavera-verão, a analisar logo mais.
E pronto, agora tenho de produzir. Tenho fome. Acho que já paguei o que havia a pagar, favor endereçar a factura para o sítio do costume, Beco das Almas Torturadas, nº13.
Isto não tem interesse nenhum, mas este blog nunca almejou tal. Cada um tem a vida que tem, e a minha é uma colecção de cromos repetidos, e do jogador menos cotado, lamento.

Frankly, my dear, i don't give a damn

Não entendo porque há quem se comova até às lágrimas ou adoce a ponto de caramelo com a vida alheia. E aqui "alheia" leia-se muito, muito, imensamente alheia, não é do amigo/vizinho/colega/familiar que se fala, mas da pessoa que só conhecemos por papel ou ondas hertezianas ou lá o que elas são. Com franqueza, pouco me importa ou entristece que a áide e o foca se separem. Não os conheço, nunca se cruzaram comigo, não temos amigos comuns, não frequentamos o mesmo tasco ou café, não trocámos palavra, portanto, e para o que me interessa, são só duas pessoas que calha serem badaladas e pronto. A determinado ponto das suas vidas juntaram trapinhos e tachinhos, e agora vai cada um para seu lado. Não são (meu) modelo de vida (poucos se poderão gabar disso, aliás, e também não sei porque o quereriam), pelo que o facto de serem ou não um casal modelo nunca me atingiu ou se me entranhou. Sei lá se eram, a vida era deles, o que por aí falavam ou demonstravam era só isso: aparência. Quem nisso montou altar e edificou religião devia era medir bem o peso das células cerebrais que lhe restam, caneco. Então um gajo aparece em tudo o que é media a publicitar quão feliz é, e tudo porque faz assim e assado, e um tipo faz-se crente, veste o hábito e imita tudinho? Sentido crítico, oi? Por favor. Porque até eu, ilustre ou não tão ilustre desconhecida, o podia fazer aqui: propalar como sou mega-trendy, hiper-successful, ultra-feliz, super-amada, e que tenho uma relação x, y e z de tal e coiso. A verdade é que bem podia ser encornada daqui à Catalunha e andar negra de pancada, viver que ninguém o adivinharia. O manto diáfano da fantasia (oi, Eça querido) tornou-se opaco de porcaria, que se esqueceram de o lavar. E se na net não se vêem nódoas negras nem rasto de lágrimas cavados na base marca xpto, na tela e página impressa também se disfarçam muito bem.

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Não quero que vos falte nada

E porque parece que já me passou o ataque de lamechice, e voltou a normal inconveniência, má-criação, desagradibilidade (isto existe? uatéva), capacidade intuitiva e mesmo genial para o avacalhanço, tomai lá uma pessoa muito mais nervosa que eu, e com um nível de piada, vá, quase equivalente.
O show está todo no iutubas. enjoy.
(nota: ele começa devagarinho e titubeante, mas aquece.)

Socorro, acudam, alguém faça alguma coisa

Continuo a ser vítima de tentativa de homicídio por meios muito insidiosos, a saber, trabalhinho, do chato e do mau, e assim não há meios. Os perpetradores de tão sinistro plano são cidadãos de pleno direito, mas mandasse eu estavam todos amarradinhos ao pelourinho da cidade, que por acaso não sei onde seja, mas agradecia informação, a ver se o consigo reservar para data próxima, ou ao menos eram sujeitos a degredo para as Berlengas, a apanhar caca de gaivota na tola que não merecem menos que isso .
Já que estou embalada, aproveito também para praticar mais um bocadinho do desporto nacional, a lamúria (não, não é só o desporto nacional Argentino, querido Quino e Mafaldinha, nós temos precedência: fado, embrulha), e dizer que já ando um bocadinho farta de que para cada boa notícia me caia um rol de calamidades no colo, não tenho arcaboiço para isto, ide agoirar lá para longe, ide arruinar a boa disposição de uma gaja para a vossa freguesia, tanto melhor se a dita freguesia for para trás do sol posto, agradecida pela atenção, até já.

E desta também gosto muito



Porque hoje acordei muito lamechas. E a ouvi com o nascer do dia (Star FM, I lobe you). Porque sim, e suspeito de quem seja a culpa. Mai'logo dou-lhe um chute e equilibro as emoções e o universo.

E também gosto muito desta versão (apesar de o rapaz não ter a mesma voz, está bem encenada. e a Nicole ainda tinha a cara original.)

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Para descomprimir

E porque estou a ser vítima de lenta tentativa de homicídio (in da office, with da work, too much of it, by that people, bad, bad people), para descomprimir um poucochito acompanhada da dose de nicotina habitual, fui ao site da zara ver novidades. Eu seja ceguinha, com fraqueza. Então agora está na moda a mini-saia com cauda?

Do que me é dado a ver, a primeira mecinha mascarou-se de fadinha azul, mas o tecido (ou cortinado da cozinha) não chegou e ficou assim, que foi o que se pode arranjar. A segunda, foi saltar fogueiras no Santo António, e o lume arregaçou-lhe a parte da frente, não foi?
A sério, só pode ser esta a explicação, até porque as meninas esqueceram-se dos collants, donde se depreende que tinham saia a tapar a perninha e não acharam necessário calçar mais que o soquete que não se vê por via da botucha. Que também combinava melhor com umas calças ou, lá está, a saia completa e pelo artelho ou, vá, que hoje estou bem disposta, pela canela.
Já percebi porque se leccionam mestrados e pós-graduações em féchion stailing, realmente só com estudos é que se entende uma coisa destas.

Por outro lado, e para equilibrar

O meu galopante daltonismo e estar a candidatar-me seriamente ao posto de fulana mais mal vestida aqui do estaminé (não é fácil, tenho uma colega que valha-lhe o santo espelho), hoje tive uma notícia mesmo boa. Mesmo, mesmo, mesmo bué carradas de boa. Como não estou habituada, temo que a reacção não tenha sido a mais adequada: não fiz nenhuma dança ridícula, não me pus aos pulinhos, nem saí por aí a correr e aos gritinhos; apenas fiquei muito coisa, tive uma súbita vontade de chorar e ganhei nova e redobrada vontade de trabalhar. Felizmente já me passou, estava a sentir-me para lá de esquisita.

A palavra "vexame" faz parte do meu vocabulário corrente

Uma das (enormes) desvantagens de uma pessoa acordar ainda de noite, se vestir ainda de noite, e sair ao lusco-fusco poderá ser a de ao meio dia reparar que afinal trouxe o casaco azul escuro e não o preto.

Para além da terrível sensação de burrice e dejá vu, até porque com estes casacos já é a segunda vez que acontece, tenho a ligeira impressão que esta aposta segura de comprar roupa em tons básicos e no corte que mais me favorece é capaz de se estar a virar contra mim.

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

E são estas as razões porque nunca emigraria

"Bowen told himself that he suffered from acute prejudice about abroad. Some of this he thought he recognized as unreasonable, based as it was on disinclination for change, dislike of fixing up complicated arangements, and fear of making a fool of himself."
Kingsley Amis - I Like It Here

Mas gosto muito de viajar, isso gosto. Mas viver lá fora, isso já dava uma trabalheira.

(no livro, o protagonista vai viajar para onde, onde? Portugal. can't wait.)

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Algum dia havia de ser, mas custa muito, dói, sangra, infe(c)ta, gangrena

Escrevi o primeiro documento ao abrigo do desacordo desortográfico. Devo ter dado calinada de três em pipa, não gostei, fica tudo muito feio, e eu cá sou uma esteta, as duplas consoantes compõem muito um texto, sei lá, ainda não estou pronta para me divorciar, isto só lá vai com litigioso.
Pondero seriamente começar a deixar uma nota de rodapé com um "esta pessoa escreve ao abrigo da antiga ortografia, ao menos porque não se entende com a nova, que acha muito feia e desagradável, e se me chateiam muito volto ao pharmácia que se lixam". Fino e assertivo, acho eu.

Haveria tantos títulos adequados, todos eles à roda da palavra "vergonha"

Uma das (muitas) desvantagens de uma pessoa acordar ainda de noite e se vestir ao lusco-fusco poderá ser a de ao meio dia olhar para as pernas e dar conta que afinal os collants não são castanhos.
Não sei, contaram-me.

De quem eu gosto mesmo muito

É daquelas pessoas que quando podem lá vão babar as montras da Avenida da Liberdade, que passam a vida a coscuvilhar os sites das marcas pelas novidades da nova season, volta e meia tornam a suspirar pelas colecções-imitações da zara/primark/blanco, chorando não ter dinheiro para as levar em atacado lá para casa, para o roupeiro promovido a closet que não têm, e que volta e meia é vê-las a apregoar as virtudes de uma vida simples e despojada, ou a mandar trabalhar quem tem a sorte de ter um melhor emprego ou ganhar mais que elas, e mandar bocas aos FP, esses fideputas ruins que têm pontes, túneis, escadinhas, estradas e becos, vinte e cinco dias de férias por ano, ordenados acima da média, e fazem nenhum comparados aos do privado como elas, que até postam a dizê-lo umas seis vezes ao dia e em horário de expediente.

Piretes para tod@s, e não digam que vão daqui.

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

A história da minha vida, muito resumidinha

demotivational posters - IF AT FIRST YOU DON'T SUCCEED
see more Very Demotivational

É uma coisa engraçadíssima, apesar de não interessar nada

Estou em crer que o meu neurónio muito trabalhadeiro e interessadíssimo em manter elevados níveis de produção e excelência (o Dr. Juvenal Souza e Pintto de Andradhe) meteu férias e deixou encarregue do estaminé o neurónio diletante e bon vivant (Eleutério Pedrinhas, Bobof para os amigos mais chegados).
Estou a anhar para cima de um bom par de horas, e não há meio.

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

O post definitivo sobre os Globos de Ouro

O ano passado o Ricky teve mais piada.

(se fosse uma blogger hipster diria que o homem se vendeu, mas como já vi uns pedaços do Life's too Short sei que não vendeu nada)

Nature Gone Wild

Esqueçam tudo o que vos ensinaram na escola, a fábula e tudo, tudo o que antes ouviram a propósito deste bichinho: é Janeiro e tenho um infestação de formigas na cozinha. Verdade, juro, cross my heart, ali andam elas despertas da silva, não tão vivaças como em tempo quente, mas muito ocupadas em cheirar, procurar e recolher. E de onde vêm as bichas? De um formigueiro na rua? Não. Não. Somem-se na parede do esquentador, numa pequena frincha junto ao tubo de água, ali onde este entra na parede. Quentinho, pois. Não sei se se trata de evolução ou adaptação, mas temo um dia chegar a casa e dar com elas no sofá da sala, a beber um chiripitiu, e pregada no frigorífico, uma lista de compras de todas as suas coisinhas preferidas.
(aki, pozinho de betumar, secagem rápida. é já hoje.)

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

E porque me falaram em Village Idiots

É uma carreira em ascensão, e sempre a considerar.

Não se pense que sofro de insensibilidade social e não abordo um tema importante (é mesmo)

A Manuela Ferreira Leite está morta do pescoço para cima e esqueceram-se de lhe fazer o funeral.

A Manuela Ferreira Leite passou do prazo há anos mas insistem em não a deitar fora,
 
A Manuela Ferreira Leite parece que tem dois rins a funcionar que poupavam a hemodiálise de muita gente.
 
Se dEUS existisse, dava à Manuela Ferreira Leite um neto gay e obrigava-a a assistir ao casamento deste com uma drag queen. E ser madrinha do primeiro petiz adoptado que, de preferência, seria um anão pretinho e atrasadinho.

Este senhor pertence ao club de fãs da Manuela Ferreira Leite.

Por fim, eu não quero viver no mesmo país em que a Manuela Ferreira Leite quer viver.

E você? Já fez a pré-reserva do livro mais esperado do ano?

Sim, o meu! O títalo é: "Como ser uma pessoa absolutamente deprimente e ainda ganhar dinheiro com isso". Por enquanto já escrevi o títalo. Acho que é o pior, não é fácil condensar toda uma ideia numa frase piquena e apelativa. O resto vai-se fazendo, é escrever a história de como é ser eu e assim, e em vendendo a ideia a uma editora a parte final está tratada. Não sabia que era tão simples ser Autor, mas se aquele patusco do querido mudei a casa publica, eu também consigo!
(todos a dar uma forcinha, a dizer que acreditam e mim e vão pedir-me resmas de autógrafos, vá)

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

A como estará a cotação do idiota?

Dependendo disso, ou estou a ter uma semana de ferro velho ou fazia uma fortuna.

Pequeno conselho de moda

Mulherada, quando compram sapatos, a prioridade é arrancarem as etiquetas de preço, marca, alarme, whatever que eles trazem na sola. Não há coisa mais deprimente (e rasca) que andarem todas coisinhas em cima de uns saltos vertiginosos e a cada passo darem a ver a quem vos segue a etiquetazinha branca (ou a bolinha vermelha do alarme...) na sola. Not cool, not féchion, not estiloso.

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Must Have

Objecto de trabalho absolutamente indispensável.

O que vale é que há sempre coisas que me enervam, que hoje não dá para mais

Já não é por uma ou duas vezes que assisto a esta cena: indivíduo A está parado no semáforo vermelho, às tantas considera que já esperou tempo suficiente, que tem coisas para fazer e sítios onde estar, e arranca. Assim, mesmo à papo seco, lá vamos nós, que somos importantes e o verde é para os fracos e os peões, que por acaso agora até nem há nenhum a passar (porque podia), mas que espere que se tem vagar para esperar pela carreira (pfff, peões), também pode esperar que eu passe.

Outro dia, sim, num só dia, assisti a duas situações destas. E juro que não entendo o que raio se passa na cabeça desta gente, se há ali uma falha genética, um curto-circuito ou se são só parvos, mal educados, e sem ponta de sentido cívico. E é que estou mesmo a ver que se por acaso são apanhados, obrigados a pagar uma quantia jeitosa e entregar a carta uns dias, a história para a família e amigos vai ser a do amarelo quase a cair para vermelho, e a raça destes caça multas que só estão onde não são precisos. Mandasse eu e não havia cá mimos de multas e apreensões de carta, era logo um tiro em cada rótula e vais a pé para o hospital para aprenderes.

(a cena dos ciclistas que andam pelo passeio mesmo em zonas com ciclovia, e que não respeitam nenhuma sinalização, incluindo vermelhos - outro dia ia passando a ferro um, e era bem feito - fica para outro dia em que não tenha nenhum contributo especial para a blogosfera. portanto, pode ser já amanhã.)

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Ele há coisas que me deixam a modos que coiso

Já há muito tempo que não entrava numa livraria, mas este fim de semana teve de ser, para trocar umas ofertas de Natal. Nem vou perder muito tempo a dissertar sobre o fenómeno "livros embalados em saquinhos de tule com brilhinhos e fita de cetim", que não vale a pena. Mas fiquei sinceramente abananada quando vi um livro do João Tordo (acho que o último) embrulhadinho em celofane, e porquê?, para não se estragar?, não: porque trazia de oferta uma esferográfica. Uma caneta, sim, daquelas de gel mas uma caneta. Peguei e virei o livro, a ver se ao menos trazia bloco de notas onde supostamente se tomariam as ditas, quiçá citações de tão douta obra, mas népia. Portanto, presumo: o autor ou o editor recomendam sublinhar trechos, a caneta? No meu código penal pessoal isso dá direito a chibatadas no pelorinho mais próximo. Lápis, amigos, quando muito lápis. Mais que isso é crime de mutilação livresca. Graduado logo a seguir ao dobrar o canto da página para marcar. Ou então o autor e/ou editor acham que o público alvo de tão eminente obra são pessoas que já não saem à rua sem moleskine, que vai bem e combina lindamente com óculo de massa rayban (não precisa de ter lentes graduadas, é só para o estilo).

Anyhoo, para não me tomarem por pessoa que ralha e barafusta por tudo, aplaudo a iniciativa e fico à espera que todos os livros comecem a trazer simpáticas e úteis ofertas. Sugiro anti-histamínimo com os livros da Margarida Rebelo Pinto, lencinhos de papel com os Nicolau Fagulhas, café forte (ou um resumo compreensível) com os Murakami, vales de compras continente ou PD com todos os que gosto, depois mando uma lista, obrigada.

Domingo, 8 de Janeiro de 2012

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Ter cuidado com os planos, que eles fazem sempre o favor de sair furados

Ponderavas levar trabalho para casa no fim de semana? Desejo concedido, o trabalho já está em casa, com uma gripalhada que faz favor. Tanta lei, tanta porcaria de portaria, e ainda ninguém se lembrou de inventar o casamento com separação de vírus.

(mais um bocadinho a treinar o coitadinho, pois é, 'tá tão mal, o menino, quer chazinho, pobrezinho, e ainda o arremesso da frigideira mal soe o décimo suspiro e/ou gemido. sou uma espoNZa extremosa, pois sou.)

Decisões, decisões

Estou aqui a ponderar se levo trabalho para casa, este fim-de-semana, ou vazo antes as vistinhas com pauzinhos de espetadas.

Me life still sucks

Mas eu ando por cá só para ajudar, ajudar, ajudar quem de ajuda precisa.
Ficam umas dicas preciosas para a vossa vida quotidiana.



Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

A moderna arte do endrominanço

Estava aqui indecisa sem saber sobre que embirração postar hoje, mas entretanto lancei moeda ao ar e já está. O assunto não é novo, não é excitante, e já está mais que batido. Mas afinal bater no ceguinho é desporto nacional e não quero que alguém duvide do meu amor ao espírito pátrio, portantinho, cá vai, e o tema é publicidade. Nada contra a dita, quem a faz e quem vive dela. O que me encanita é a publicidade encapotada, aquela feita com manha e arte a ver se nos leva na cantiga. Acho adoráveis aqueles momentos de "apresentações promocionais" ou de "divulgação comercial", normalmente em programas muito popularuchos, em que alguém com um ar muito credível nos tenta impingir a maior baboseira já inventada. Pontos extra se se trata de um produto de venda livre, destinado a melhorar a nossa saúde em qualquer coisa, e o apresentador está de bata. Kudos! Pois se é doutor e diz que a depuracoisa não sei quê, aquilo vai lá dar-nos uma diarreia monstra e um enjoanço de todo o tamanho? (não sei, ouvi dizer, a sério, alguma vez comprava aquela bosta). Ainda assim, estes preciosos momentos de partilha de informação estão devidamente assinalados, ou lá vem coima. É, existem regras e assim, e os meios de comunicação têm de identificar a publicidade, é uma questão de honestidade e respeito pelo consumidor, esse bicho fascinante.

E depois chegamos aos blogues, que por mais visitas e visibilidade que tenham não se consideram orgãos de comunicação social e não assinalam porra nenhuma. Há quem tenha algum respeito pela inteligência dos leitores e abra o jogo, há quem considere (ou saiba...) que a média de QI do seu público anda ali abaixo do seu peso e nem se dá ao trabalho. E chateia-me, e  muito. É uma prática desleal, desonesta, nada transparente e que, tenho cá para mim, não abona nada a favor de uma concorrência saudável e imagem de quem assim se promove. Se há uma caixa na coluna do blog com determinada marca, duh, todos sabemos que é pub, não é disso que falo. O que me dá alergias tremendas é o post publicitário que quer passar por post experiência de vida, aconteceu-me agorinha, ahahahahah. Verdade, só come quem é parvo. Ou não. Sei lá. Mas é desleal.

Vejamos uns exemplos destas práticas.

Agora inseria aqui um texto em que mencionava o que me tinha lambuzado estas festas, ai, preciso de cuidar de mim, saladinhas é que é, quem me dera, mas e o preço a que está o tomate?, c'orror, e que bem que me faziam agora umas vitaminas e um pedacito de antioxidante. E qual não é a minha sorte, quando passo numa loja que vende tomate a granel e a preços imbatíveis! Entrei só para ver e saí com quatro caixas! Vou passar a ser cliente da tomatodiscountshop (com link), sem dúvida, ora vejam a qualidade dos meninos:
Seguem-se imeeeeeensos comentários, a pedir que lhes forneça todos os pormenores da minha experiência tomatal, para saberem se vale a pena tornarem-se clientes. Mas entretanto, surpreendentemente (ou não), eu não dou seguimento. Sem pilim não há palhaços tomate.

Depois há outro tipo de publicidade que exige um processo de corte e namoro mais longo, até que se chega ao noivado, anelinho no dedo, tudo nos conformes. Exemplifico. Escrevia agora um texto com o sugestivo título "Quero-vos muito!", e logo a abrir, uma foto do objecto desejado:

Depois passo a explicar como aprecio sopa de abóbora, doce de abóroa, estufado de abóbora, até bolo de abóbora, e que embora pretenda continuar a consumir abóbora, estou curiosa quanto a esta raiz colorida, que diz que faz bem a tudo em geral e aos olhos em especial. E depois é só esperar: com um bocado de sorte algum comerciante de cenoura me manda um camião delas, a troco de eu mencionar o simpático comerciante a tooooodo o meu simpático público. Se não acontecer, pois ora abóbora, mas ao menos tenta-se. É a chamada táctica do "a ver se cola", e o pessoal cai que nem uns patinhos. Se por acaso tiver a sorte de uns quantos comentadores mencionarem na caixa de comentários que são clientes satisfeitíssimos do Emporium Cenoura, ali às Avenidas Novas, até pode dar-se o caso de eles terem um alerta no google, ou lhes mandar um mail, a ver se ...

Agora podem dizer-me e qual é o mal? as pessoas fazem pela vida! querias tu, teres um blog de que gostas e viver disso! A estas pessoas, pois que vão ali ao talho da esquina, que diz que a mioleira está em promoção. Não, eu não (bocejo) tenho a ambição de viver do blog. E depois, nada tenho contra quem o faça, só não aprecio especialmente chicos-espertos, trafulhinhas, gente poucochinha que tem os outros em tão pouca consideração que não se importam de os fazer de parvos para proveito próprio. Porque é disto que se trata, de se julgar mais esperto que os outros, tentar passar-lhes a perna, jogar em esquemas sem lisura ou transparência. A publicidade deve estar assinalada, para que quem a veja possa saber que se trata não de uma experiência relatada desinteressadamente, mas de uma louvaminha paga. O consumidor tem o direito de formar a sua vontade de forma livre, e se há astúcia, encobrimento, engano, não há liberdade de escolha.

Quanto às marcas que apostam neste tipo de promoção, só uma atitude: se o vosso target é o tipo de gente que se deixa levar com tanta facilidade, não vendem nada que me interessa.

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Mais um conselho, que hoje estou uma mãos largas

Antes de montarem seja o que for do ikea, procedam como esta alminha passa a descrever:
- contem as peças e parafusos (faço sempre, até hoje nunca falhou);
- leiam as instruções até ao fim (também o faço sempre);
- mas antes de aparafusar seja o que for, mimem os passos da montagem, a ver se bate mesmo tudo certo.
É que foi aqui que a porca torceu o rabo: havia duas tábuas com furos exactamente iguais, nos mesmos sítios, mas numa no avesso, noutra no direito; ora no folheto não explicava se a primeira a aparafusar era virada com o avesso ou direito para cima, nem se um gajo começava a montar pelo tampo ou pela base (é uma peça simétrica). E eu, pessoa conhecida mundialmente pela sorte que insiste em bafejar todos os momentos de mi vida, errei. Confesso-o consternada. Devia ter desconfiado quando um parafuso não entrou bem, mas descurei a máxima que papai me transmitiu (o material tem sempre razão) e avancei. Burra, mil vezes burra, hoje vou sentar-me em frente à peça de mobiliário, de baraço ao pescoço e chave de parafusos na mão, a ver se consigo desmontar aquilo e remontar.

(sim, o ikea é o meu lego, e toda a gente se recorda da frustração que era encaixar mal uma peça e desfazer as unhas porque não se conseguia desencaixar. um bocadinho de empatia, plize.)

É um conselho grátis, leva-o quem quiser

Há uma forma infalível de não gastar dinheiro ou perder a cabeça nos saldos: não entrem nas lojas.
De nada.

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Esta é a minha opinião, e vale o que vale

Quero lá saber de sound bytes, movimentos de indignação e o raio que o parta: continuo cliente do Sweet Drop. Desde que apanhei o merceeiro da rua de baixo a abastecer-se de paletes de cola-cola no minipreço, nunca mais achei que fosse o tipo de comércio que merece consideração. E deve entregar nos cofres do Estado o IVA que nós pagámos, pois deve. Bruxo.

É um dos grandes desgostos da minha vida

A nenhum dos meus apelidos (e são só dois, é mesmo possidónia, taduxa) dá para dobrar uma consoante. Ou uma vogal, vá. Quem dera ser Bettttenncourrrrtt ou Saaaaaaavedra. Tenho p'ra mim que mi vida seria bem mais fácil.
(como o segundo nome próprio é Maria, talvez ainda haja alguma esperança. tenho é de me desfazer do primeiro, que qualquer-coisa Maria é tããããão classe média, anos 70)

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Falando de coisas mais divertidas

Então, já toda a gente de dieta?
Fazem bem, fazem bem. Hoje ao almoço comi batatas fritas. E ainda há restos festivos lá em casa, entre os quais a mousse de chocolate (épica!) de mamãe. Vá, força nessas sopinhas, chazinhos e frutinhas. Força. E corram uma milha por mim.

Formulo um desejo para 2012

Que as pessoas deixem de dizer "à séria". A sério. Muito, muito a sério. Façam-me essa caridade.

(verdade: de volta e ainda com mau feitio. ele há gente que a) não desiste; b) não se cansa; c) não tem medo do castigo eterno.)