Como sou amiga, e não consigo guardar um segredo, partilho que vi o Redbreast e o Nemesis do Jo Nesbo já à venda traduzidinhos em português. É um ganda escritor policial, e não digam que vão daqui.
Falando em policial, também já há (pelo menos um) Ian Rankin traduzido. Como o tipo escreve em inglês, é contra os meus princípios comprar na língua de Camões, pelo que vai continuar na minha wishlist da amazon. Diz que é um ganda escritor de policiais, mas não sei porque ainda não provei.
Continuando no policial, Camilla Lackberg também já está traduzida. Comigo, vai ter mais uma chance, mas se a meio do livro eu já tiver adivinhado quem é o assassino e respectivo motivo, como me aconteceu no The Preacher, vai para a gaveta do esquecimento. Eu quero é que me surpreendam, pá.
Li o Freedom do Franzen e acho que não gostei. O tipo escreve bem, que escreve, principalmente diálogos. Mas não consegui qualquer empatia com qualquer das personagens. Para ser completamente verdadeira, não gostei de nenhuma das personagens. Se aquelas pessoas se cruzassem comigo na vida dos dias reais, acho que me estava marimbando de alto para saber mais sobre elas, ou me ralar com o que pensavam, ou o que lhes acontecia. Pronto, é isto. Pelos vistos não gostei. Tanto hype, e eu ali agarradinha a ver se o gajo me dava com uma frigideira na cabeça, me fazia uma zoeira na mioleira e me mudava as ideias, e nada. Acabou e enterrei as pesonagens, don't give a flying f**k sobre o que farão ou não a seguir. O Franzen usa óculos de massa, pela foto que se vê na minha edição. E tem um ar de quem se preocupa com o sentido da vida no quotidiano das pessoas e assim. Isso talvez explique alguma coisa, mas hoje não me apetece nem generalizar injustamente nem insultar qualquer grupo de indivíduos.
Estou a ler um livro que é tão, mas tão fixe, cool, bom, interessante, excitante que nem caibo em mim e pulo de alegria. Ao mesmo tempo, dou-me estalos por só agora o estar a ler: "Eu, Cláudio", de Robert Graves. Como sou uma indivídua um bocadinho pedante, só pego em romances históricos escritos por gente que saiba mesmo, comprovadamente, do que fala. Ora o Graves é um mister na cultura clássica, e ainda por cima escreve bem e de forma a agarrar o leitor. Ganda novela que aquilo é, já sei por onde o Relvas estudou ciência política. Ou então ficou-se só pela série Roma (que é bem boa, atenção), e daí a notinha baixa.
21 comentários:
Izzie, grande mulher, aqui está o post que faltava neste início de verão, antes de uma pessoa ir de férias. Um grande abraço daqui. Vou anotar para vir cá consultar os nomes desses senhores e como bónus ainda me vou rir de novo com os teus comentários.
sendo que, à época, viste a série (britânica) na tv, certo?
(eu, cláudio, i mean)
(eu, cláudio, i mean)
(onde FINALMENTE - benza-me a minha própria ignorância - entendi o significado do verbo claudicar)
Ora benza-te alguém, que estou contigo no Freedom. Custou acabar, credo. Enfim, não quero mais.
Já esse histórico, vou juntar à lista, obrigadinha.
Estive com o Franzen na mão e ainda bem que não o comprei. Sempre desconfiei que ele fosse um bocado hipster-don't-give-a-fuck-whatever-i'm-a-brilliant-guy-if-you-don't-get-this-shame-on-you-whatever-oh-the-irony-whatever...
(E já que aqui estou, ó Izzie, tens alguma ideia do que é que eu posso fazer com aquelas fitinhas das blusas (para não cairem dos cabides nas lojas). Tenho um montão delas para fazer um DIY mas não sei o quê... :(
Quero o livro Eu,Cláudio há imenso tempo mas não encontro. Posso perguntar onde é que comprou?
opá tu não me desencaminhes, que eu cá ando a dar-lhe no stephen king (ainda umas reminiscências que trago do ano passado, que tive de dividir as 1300 páginas do it em 3 assentadas, shame on me, só agora estou perto dos finalmentes. e a história é boa, fará se não fosse. e depois do it ainda há o bag of bones na estante à espera, tadinho). e depois tenho ali na prateleira o deus das moscas, pá, quero lá ver como é o precursor do lost! mas fica a nota desse jo nesbo, que já me tinhas deixado a pulga atrás da orelha. aaai preciso de férias para leeeer! (estive 9 meses sem fazer nada, mas aparentemente o desemprego não me dava vontade de ler, que é uma vergonha o monte que eu tinha em setembro mal ter decrescido...)
a.i., se te aventirares pelo Nesbo, começa pelo O Pássaro de Peito Vermelho: é o primeiro da trilogia, seguido do Nemesis (não me recordo do nome que deram em português) e só depois d' A Estrela do Diabo.
SSV, era pequerrucha quando deu a série, tenho uma memória vaga, muito vaga. Mas ou muito me engano ou ainda a compro a seguir, já deve estar baratinha. E sim, Cláudio claudicava :)
Mariana, abençoadinha, o freedom também te custou? Não estamos sós, ficamos uma com a outra.
São João, as personagens são um bocado, como dizer, clichés modernos. acrescento que é uma realidade muito norte-americana, identifiquei-me pouco. E um gajo fica ali com a ideia que o tipo tem mesmo a mania que é o next great american novelist. E pronto, tenho cá uma coisa com os americanos, ainda não encontrei nenhum que me levasse à certa. Já ingleses, puf, a menina já provou Graham Greene? Ó maravilha.
MC, foi oferecido, mas ainda ontem vi dois exemplares na fnac de alfragide. Também o vi na bertrand do monumental. A edição é nova, com o acordo ortográfico, é capaz de haver facilidade em encontrar.
Red, não te desencaminhes, o que importa é ler. Gosto tanto, e custa tanto, andar tão cansada que adormeço à quinta página :(
Eu americanos também só andando um bocadinho mais para trás (Scott Fitzgerald, Steinbeck, Eudora, Flannery, por aí). Actuais gosto do Eugenides que é muito, muito bom mas o homem só escreve livros de 9 em 9 anos. Já li vários do Graham Greene (americano tranquilo, our man in havana, assassino a soldo e the third man - uns li em inglês outros em português, por isso só sei os títulos assim). Gosto muito, por acaso há algum tempo que não leio nenhum.
O Eugenides é muito muito bom, gosto muito.
Já o Graham Greene... ó pá, ainda não sei bem. Peguei no Americano Tranquilo, livros RTP de mil nove e troca o passo, e não me convenceu. Se calhar no original a coisa melhora...
Fitzgeralg: belhéc; Steinbeck: belhéc. Flannery tenho lá um por encetar, e vou pesquisar esse Eugenides e Eudora. Ah, li um de contos da Dorothy Parker que adorei.
E olhem que eu amei o Americano Tranquilo, pá! E li em português. Our Man in havana é mui bueno, mas o meu fave até agora é o Brighton Rock. Um dia tenho de reler.
Se gostaste do "Sempre vivemos no castelo" vais amar a Eudora e a Flannery. Também gostei desse da Dorothy Parker. Do Eugenides começa pelo Middlesex, é um calhamaço mas lê-se a correr.
Sim, sim, Middlesex sem dúvida.
Muchas gracias pelas sugestoes...estava mesmo a pensar que iria ler a seguir (nao gostei muito dos 2 ultimo da minha lista de livros)
Não sei como isto aconteceu, mas esse já está na minha wishlist da amazon. A dita lista já tem 3 páginas, credo.
AEnima, eu também fiquei desconsolada com o Freedom, e agora ando consoladinha, que bom. Nada melhor que um livro que dá prazer.
Três? Pff. Amadora. A cá de casa tem 8.
(praí 3 páginas são responsabilidade tua e da São João)
Izzie,
Já li os 3 do Nesbo e vi recentemente mais um traduzido e publicado cá. Não me lembro do nome, mas vou comprá-lo para o Verão.
Camila Lackberg não me convence. É giro, escreve bem mas falta-lhe o suspense. Eu li A Noiva Indiana e não fiquei nada fascinada.
Se gostas de policiais, recomendo Henning Mankell.
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