Não sei se conhecem aquela tirinha da Mafalda em que uma cliente do melhor merceeiro do mundo - Manelinho! - lhe pergunta se as azeitonas são boas, e ele responde um hum, hum, próprias para executivos! A senhora prova, cospe com ar agoniado, e ele conclui que o problema é as pessoas terem uma visão demasiado idealizada dos executivos.
Além de ser hilariante, temos aqui uma bem humorada lição sobre o marquetingue, isto é, nem o melhor sobrevive à real qualidade do produto. Ah, e mesmo não podendo provar antes de comprar, um gajo só cai uma vez.
E vem isto a propósito de? Sim. Ontem jantei uma bifana. Porquinho preto passeado, carninha selecção continente, dizia a embalagem. Em verdade se diga, eles não revelam os critérios da tal selecção, mas agora já desconfio. Nem publicitam onde levaram o bacorinho a passear, mas suspeito que foi a um aterro sanitário, onde o deixaram alimentar-se à sua vontade com o que a natureza ali lhe ofereceu, e de onde voltou pretinho, pretinho, não de raça, mas de sujidade.
Pronto, era só isto. Ou me dedico ao vegetarianismo, ou arranjo um talho de confiança, ou encontro um poço de petróleo no quintal, as hipóteses de sucesso parecem-me as mesmas.
9 comentários:
Eu desisti de comprar carne em supermercados excepto em casos de extrema necessidade. Por aqui era o Pingo Doce (que já ouvi dizer que depende muito do PD a que se vai), mas basta dizer que apanhei carne verde.
Entretanto também mudei de casa e olha só que coisa gira, tenho um Talho da Boavista mesmo aqui perto. Mas continuo a ser esquisita, carne picada só se eu a vir a ser picada à minha frente, o mesmo com a carne para hamburguer. Nunca confiando, mas pelo menos nunca tive problemas.
carne no supermercado é toda um nojo.
talho de confiança. eu tenho um, se quiseres dou-te o contacto.
Obrigada pela gargalhada! =)
Ah é por estas e por outras que o porquinho preto que se come lá em casa (assim como o borrego- abro uma excepção para o frango e para o perú) vem directamente do Alentejo. Há duas coisas que detesto em Lisboa: o pão e a carne. Vou-me safando com a máquina de pão e com a carne que trago do Alentejo. Se arranjares o tal talho por Lisboa partilha, pls.
No continente fui enganada com a picanha. Até que descobri que a carne se conserva em vácuo por tempo indeterminado e às vezes "corre mal" (antes conservadinha no sal como antigamente). Depois disso a picanha que se come lá em casa é alentejana e garanto que é muito melhor que a outra.
Arranja um talho de confiança! Ou, se houver aí para baixo como há aqui para cima, uns senhores que tenham uma quinta e criem bichinhos do campo e os matem de forma o mais humana possível.
E também não faz mal nenhum ser parcialmente vegetariana, cuma eu :)
Deixa-te disso de comer carne. Problema resolvido :)
Oh mulher, mas não tínhamos já discutido essa cena das carnes embaladas? Mas não aprendeste nada?
;)
Também não compro carne em supermercado, excepto tipo frango da Kilom. Uma vez comprei uns bifes para francesinha que encolheram para aí a metade...não é bom sinal. Mas mesmo assim quem entende já me disse que o Pingo Doce é preferível ao Continente, mas deve depender de loja para loja.
Arranjei um talho de confiança e ainda por cima cortam tudo de maneira a aproveitar melhor a carne e a comprar só o que se precisa, no fim sai mais barato e come-se muito melhor.
Charlotte, picada também só à minha frente, a outra até me dá a volta ao estômago... Mas juro que já comprei carne boa no continente.
Diana, venha ele, muito agradeço! Apesar de que, confesso, o meu problema é sair de casa antes de abrir o comércio e voltar já com ele fechado :/
Beatriz, :)
Patrícia, isso, faz pirraça, faz. juro que nunca mais me apanham.
Mariana, isso da quinta é que é pior. Há talhos bio, mas e acordar cedo ao fds para lá ir, ui.
Rosa, como pouca mas como. Deixar a carninha? never!
DNC, pois, pois, mas esta costumava ser boa, juro! Agora estou a ver se esvazio o congelador, depois das férias prometo que me torno uma dona de casa melhor ;)
Ana Jorge, também já tive desgostos no PD. Se calhar depende mesmo das lojas, eu sei lá.
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