Domingo, 6 de Novembro de 2011

Querida indústria farmacêutico-veterinária

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Não sei se vocelências mantendes contactos com a simpática indústria alimentar para bichicos, mas acho que todos teríamos a lucrar com uma joint venture. Como? Passo a explicar: vedes aqueles biscoitos crocantes para felinos? E que tal criar linhas de biscoitos apetitosos de antibiótico, desparasitante, e todo e qualquer medicamento para gatos? Ah, não é prioritário? Então vinde cá,  levaide Sua Alteza Felina por uma quinzena, e dai-lhes vós o remedinho, boa? A ver vamos se em duas horas não estão a tratar do assunto.
Agradecida.

PS: para qualquer alma que tenha a veleidade de comentar "então mas quem é que manda aí em casa", a resposta é "acho que se nota bem, e tomai nota da morada para virem cá mecês, seus valentões, dar o antibiótico à bicha".

PS[parte 1/2]: estamos a falar da gata que dobrou, repito, dobrou uma agulha de seringa quando a senhora veterinária a espetou para fazer colheita de sangue. True story. É gorda, que é; mas é senhora de um mau feitio e massa muscular que faz favor. Não sei a quem saiu assim.

22 comentários:

Teresa disse...

Pode ser que te seja útil. ;)))))

http://gotaderantanplan.blogspot.com/2008/12/como-dar-um-comprimido-um-gato-15.html

Filipa disse...

À minha gata não conseguia dar nenhum comprimido. Ela escondia-o debaixo da pílula e cuspia-o um hora ou duas horas depois. Tínhamos que ficar com ela no colo, tempos infinitos, para garantir que o comprimido tinha sido engolido.

(miss my Xica.)

caosnacozinha disse...

Ai, só quem tem gatos é que compreende! O que já chorei a rir, com o teu texto e com o da Teresa!
E a pergunta do "mas quem é que manda lá em casa" só pode vir da boca de dono de cão.
Boa sorte, boa sorte!

**
mariana

Red disse...

já arranjei uma técnica que, na maioria das vezes, resulta com a pílula da minha bicha. salvo os dias em que vai para o chão e o cão acaba por comê-la, mas isso são acidentes -.-' não dispensa algumas marcas de guerra nos meus braços, porém, nem a ajuda de mamãe a segurá-la. chiça penico. já a tua aparenta ser o diabo em figuras de bichano, portanto.

Fuschia disse...

Teresa, eu teria tentado logo o ponto 8 :P Se não funciona à primeira, é certo que à segunda já o bichano tem um plano maquiavélico e há que o enfiar dentro de uma toalha, só com cabecita de fora :P

Teresa disse...

Tenho a sorte de as minhas gatas serem uns anjos para tomar comprimidos, é muito raro ter de fazer segunda tentativa.

E para xaropes, se forem suficientemente espessos, tenho um truque infalível. Qual seringa, qual quê! Ponho-lhes a dose numa patinha. Elas, incomodadíssimas, apressam-se a lavar diligentemente aquela coisa que está a sujá-las. :)

AEnima disse...

Este e' dificil, que mesmo a dar-lhe comprimidos eu tenho saudades do meu... Por acaso com ele nunca tive problemas, era um anjo.

a.i. disse...

não tens email de contacto... (a bem dizer eu também não...)
se quiseres, envia email para ladyana@gmail.com e falamos sobre possibilidade de também seres membro do grupo de juristas da A.I., se estiveres interessada.

a.i. disse...

desculpa enganei-me.
é ladyana@lxpto.com

Izzie disse...

Teresa, já conhecia, e quando preciso de dar medicamentos à Sra. D. Bicha lembro-me sempre. Nós desistimos antes de irmos parar ao hospital: e hoje a menina vai levar uma pica. Que vergonha, lá vamos ao vet assumir o nosso falhanço.

Filipa, a minha conhece os truques todos, e tem memória de elefante. Da vez seguinte sabe muito bem o que fazer. Ninguém acredita que uma gata tenha memória de longo prazo? A minha tem, e nota-se.

Mariana, vai á pica que se lixa. E pronto, agora se não conseguimos uma, como conseguir 8, que é a dose que tem de tomar? Desisto.

Red, somos dois e desistimos. E ela é um doce, escepto nestas alturas. Até levou elogios da vet por ser tão bem comportada, mas fora de casa é uma coisa, connosco outra.

Fuschia: não foi toalha, mas cobertor. E ela? Como as tartarugas: encolhe o pescoço e não há maneira. Tem muita força, quando finalmente lhe conseguimos abrir a boca dá puxões e pinotes, não há maneira.

Aenima, és tu a Teresa, abençoadas foram, só vos digo!

AI, não me importava, mas tenho o problema da absoluta falta de tempo. Em regime de voluntariado e se tivesse tempo, e fosse uma área que dominasse, até me oferecia, mas por enquanto limito-me a mandar postais. Obrigada ;)

caosnacozinha disse...

Eu agora já peço ao veterinário para me dar as seringas já preparadinhas que eu em casa dou as picas. São subcutâneas, super fáceis de dar. E ela quase nem dá por elas. Uma festa, comparadas com os comprimidos.

**
mariana

a.i. disse...

Izzie, seria voluntariado, que é a única forma de colaboração no Grupo de Juristas da Amnistia.
sendo associada, podes sempre, a qualquer tempo oferecer-te para colaborar. Quanto ao tempo, pois é esse o maior problema de todos nós, mas lá se vão arranjando umas horinhas.

Izzie disse...

Mariana, tenho de aprender a dar picas :/

AI, calculei, que fosse em regime de voluntariado, claro ;) Aqui há uns valentes anos, quando estava a terminar o estágio e à procura de alguma coisa para pagar o pão, pensei em "oferecer-me" a umas quantas instituições às quais um licenciado em direito pode dar jeito (AMI, APAV, AI). Tempo não me faltava, e uma pessoa ganha uma experiência fantástica (profissional e humana). Entretanto tive sorte e deixei de ter tempo. Mas agora deixo isso para os jóves e fico-me pela quota ;) É um trabalho muito meritório, isso é.

a.i. disse...

pois é, mas de facto é difícil. eu trabalho numa empresa e nas (muito poucas) horas livres é que vou dando algum apoio. Muitos dos outros membros são mais jovens, de facto, mas esses apesar de terem mais tempo, não têm tanta tarimba. E por isso é sempre mais enriquecedor para o grupo poder contar com pessoas com prática.

a.i. disse...

só um acrescento: com estes comentários não quero ser uma chata angariadora, hã? apenas calhou falar nisto

Izzie disse...

No problemo ;) a verdade é que além da falta de tempo, não tenho qq experiência em Direitos Humanos. Ou seja, duplo fail! Não ia ajudar nadinha.

Red disse...

(e já agora, imagem awesome xD )

Teresa disse...

Agora falando um bocadinho a sério: quando minha Messy adoeceu há oito anos e se revelou insuficiente renal crónica (um rim deixou de funcionar e todo o esforço ficou a cargo do outro, vigiem sempre os rins dos vossos gatos, por favor, são o seu calcanhar de Aquiles) foi um drama. Um mês e tal internada, cheguei a dá-la por perdida. Quando voltou para casa tive de aprender a picá-la e a dar-lhe soro todos os dias durante coisa de meia hora. Não desejo a ninguém o desespero que foi. Ela um ratinho, chegou a pesar 2,050 kg, cada progresso de 50 gramas na balança foi uma enorme conquista, a alimentação alterada para sempre, três medicamentos ao dia para o resto da vida. No dia em que chegou aos três quilos (uns três meses depois) abri uma garrafa de Veuve Clicquot. Um dia talvez conte no blogue o que foram as nossas aventuras no reino do Lespedeza Capitata, medicamento que nem sequer se vendia cá e que um amigo me trazia de Paria. A quantidade de roupa que eu estraguei à conta daquilo!
Mas quero lá saber! Messy teve mais cinco anos de vida com grande qualidade. Já lá vão quase três anos e ainda lhe sinto a presença. Aquela gatinha era única.

Teresa disse...

Minha Messy, in loving memory:

http://gotaderantanplan.blogspot.com/search/label/Messalina%20Val%C3%A9ria%20%28minha%20Messy...%29

Izzie disse...

Teresa, ter um bichinho doente é uma dor, uma ansiedade. Nós apanhámos um susto valente, depois de ela ter vomitado três vezes seguidas. Não era a primeira vez, verdade, mas era diferente. Não sei explicar, mas ambos o sentimos: a pobre ficou muito em baixo, não nos largava, já não tomava os seus 367 banhos por hora. Foi ao doutor, levou uma injecção e veio de lá normal, alívio! Mas fizeram análises e tem os leucócitos um nadinha elevados, mandaram fazer antibiótico, nunca fiando. Tenho receio que possa ser renal, espero bem que não. Tenho imenso cuidado com as rações já por isso, e ela bebe imensa água, menos agora que no verão mas bebe.
Esta menina está-me gravada no coração, por tantas e muitas razões. Agora conquistou mais um coração, e tem ali dois escravos para a vida. Um dia há-de partir, mas espero que ainda cá passe muitos e bons anos.
Beijinho.

Sandra disse...

A minha gata já teve de levar tres anestesias para o vet lhe fazer uma colheita de sangue. Uma simples consulta resvalou para 4 horas no vet e eu não sabia onde me meter quando sai e passei na sala de espera apinhada de gente.

Uma gata que pesa menos de 3 kilos é conhecida por "A Fera!" no consultorio.

O vet já se ofereceu para fazer consultas ao domicilio, tudo para ela não ir lá...

Izzie disse...

Sandra, a minha porta-se bem na presença de estranhos, valha-nos isso... fica ofendidíssima, olha-nos com desdém, mas porta-se bem. Agora em casa, ui!
Aproveita as consultas ao domicílio, aproveita!